O bambu pode ser uma boa escolha quando se pensa em substituir a madeira, possuindo excelentes características mecânicas devido ao seu alto teor de fibras.
É mais forte, mais estável, e mais durável do que muitos tipos de madeira.
Possui densidade superior à do carvalho (0,73 g/cm³ contra 0,63 g/cm³) e grande dureza. A figura abaixo indica o teste comparativo de dureza (Teste Janka), que mostra a superioridade do bambu neste quesito.
Possui densidade superior à do carvalho (0,73 g/cm³ contra 0,63 g/cm³) e grande dureza. A figura abaixo indica o teste comparativo de dureza (Teste Janka), que mostra a superioridade do bambu neste quesito.
Altos índices de dureza implicam em maior resistência a tração, penetração e riscos.
APLICAÇÕES E ACABAMENTO
É possível utilizar o bambu de diferentes formas como, por exemplo: papel, compensados, laminados, pisos, revestimentos, estruturas, alimento, artesanato, movelaria, dentro dos mais de 1500 usos catalogados. Existem diversas cores, tonalidades e brilhos, além de diversas texturas, e diferentes graus de rigidez.
Pisos
O bambu é um tipo de assoalho laminado: as tiras de bambu podem ser prensadas na vertical ou na horizontal, o que implica em diferentes aparências. A primeira opção faz com que os nós fiquem visíveis, enquanto a segunda atribui uma aparência semelhante à da madeira
A montagem é muito prática e para a sua limpeza é necessário apenas um pano úmido.
Fonte: http://www.ecori.com.br
O PLANTIO DE BAMBU EM ESCALA COMERCIAL
A mão de obra necessária para a preparação do plantio é a mesma necessária para qualquer outro: infra-estrutura, como estradas, preparação do terreno e mudas, correção do solo quando necessário, etc.
A vantagem é que este investimento inicial é feito apenas uma vez, para obter uma produção quase perpétua, a partir do sétimo ano. Uma plantação perene, que presta inúmeros serviços ambientais, como a contenção de erosão e manutenção dos recursos hídricos.
A título de comparação, o Eucalipto precisa ser replantado regularmente, e a cana de açúcar precisa ser replantada a cada 7 anos para manter uma boa produtividade.
A quantidade de mudas varia de 250 a 400 por hectare, dependendo da espécie.
A produção de biomassa por hectare é uma das maiores do reino vegetal. O bambu compete com o capim elefante, a cana de açúcar e o eucalipto na produção de biomassa e na eficiência fotossintética, que mede a capacidade de transformação da energia solar em biomassa. Particularmente pelo seqüestro do carbono atmosférico.
A extração de biomassa em plantação manejada costuma ultrapassar 30/50 toneladas por hectare ao ano, dependendo da espécie. O bambu faz parte da família das gramíneas C4 e não se enquadra na família das árvores: quanto mais se corta, mais produz. Esta característica, que conhecemos na grama, permite que um bambuzal maduro possibilite extrações até 20% ao ano, sem prejuízo do bosque, mantendo sua vitalidade ao máxima e impedindo a superpopulação.
O valor agregado do bambu em relação às outras espécies de rápido crescimento é a qualidade da sua fibra, mais longa e resistente. Estima-se que a indústria do bambu movimenta cerca de 7 bilhões de dólares anuais.
SUSTENTABILIDADE
A avaliação da sustentabilidade do uso do bambu exige uma análise cautelosa do seu processo produtivo e do seu ciclo de vida. Entretanto, devido à sua alta produtividade, à crescente escassez de madeira à conseqüente pressão sobre as florestas naturais, tem sido considerado um forte candidato à matéria-prima no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável.
Suas extrações nunca são equivalentes à total área do bosque, como ocorre com o Eucalipto e o Pinus. O que é um ponto positivo, considerando-se o grau de exposição do solo. Além disso, como citado anteriormente, a cultura do Bambu não exige grandes cuidados quando comparada a outras espécies, exceto à sua constante extração. Esta grande demanda por mão-de-obra pode agregar alguma emissão de carbono, entretanto pode ser uma boa geradora de empregos.
Gera grande discussão o fato de a maior parte da matéria prima ser proveniente da China, maior produtora mundial, e as emissões de carbono decorrentes do transporte. Ora, deve ser lembrado que boa parte da madeira consumida no Brasil é ilegal, e a parcela regularizada é produzida em regiões distantes, como a região amazônica, e que o meio de transporte é terrestre, usa rodas e consome diesel!
A quantidade de carbono seqüestrado da atmosfera varia de acordo com a espécie, com o manejo e a idade da plantação. A literatura indica que após a maturidade o bambu deixa de agir como um seqüestrador de carbono, passando a emitir mais do que retirá-lo. Assim, é fundamental cortá-lo antes desta etapa. Estima-se que a taxa de seqüestro de carbono em regiões tropicais é equivalente à do Eucalipto em 10 anos.
Os dados do gráfico acima foram baseados em modelagem matemática, e podem variar significativamente de acordo com o modelo utilizado e o manejo da plantação, lembrando que o manejo influencia diretamente na taxa de sequestro.
Apesar de o protocolo de Kyoto ironicamente não considerar emissões em atividades relacionadas à agricultura, existem mercados voluntários de carbono, como o CSR (Corporate Social Responsibilty).
Infelizmente, uma grande desvantagem do bambu é o seu custo. Todos os pisos de bambu são importados da Ásia, principalmente da China, por isso variam entre 200 a 300 reais o metro quadrado instalado. Isto não representa um grande incentivo ao seu uso, porém existe uma tendência forte de crescimento da produção em todo o mundo, o que tende a reduzi-lo.
FONTES:
Todas os dados foram retirados dos sites abaixo. Vale à pena dar uma olhada nas fotos e nos projetos desenvolvidos por estas empresas. Fica realmente muito legal.
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